terça-feira, 28 de novembro de 2017
domingo, 26 de novembro de 2017
Educação moderna existe? Ou está para ser criada? É viável? É necessária?
Educação moderna existe? Ou está para ser criada? É viável? É necessária?
Ao observarmos a evolução do homem no contexto do trabalho; ensinoaprendizagem,
conseguimos perceber a evolução da própria sociedade, afinal são esses
os instrumentos que nos possibilitam medir a capacidade de transformação humana.
A tecnologia ajudou a humanidade a dar um grande salto; muitas possibilidades
foram criadas, diversas inovações surgiram. Esse avançar tecnológico; científico e
cultural são partes do processo de desenvolvimento do homem e marcam os avanços da
civilização, por essa razão, é inegável que nos tempos atuais seja preciso repensar a
escola e, consequentemente, a educação como um todo.
Sobre a modernidade Pedro Demo (1993, p.21) explana que:
"O desenvolvimento, além de moderno, carece ser próprio. Esta assertiva, entretanto, não estabelece apenas o reconhecimento de que educação faz parte do processo emancipatório (construção de um projeto de desenvolvimento), mas igualmente o reconhecimento de que a modernidade passa pela educação. Um dos fatores mais decisivos para as oportunidades de desenvolvimento é a produção de conhecimento próprio e sua disseminação popular (ciência e tecnologia), o que torna educação relevante não somente em termos políticos (cidadania), mas também em termos econômicos (produtividade). Assim, a educação é componente crucial não só para que o desenvolvimento seja próprio, mas também para que seja moderno."
Essa discussão é fomentada também por Ivany Pinto (2011) que evoca as
transformações vivenciadas nos últimos tempos e que implicam na construção de novos
valores e concepções sobre a educação e formas de educar, ensinar e formar. Afinal, a
escola de hoje é fruto da era industrial, e fora estruturada para preparar as pessoas para
viver e trabalhar na sociedade, a mesma que agora está sendo chamada a aprender
devido às novas exigências, portanto é de se esperar que a escola tenha que “se
reinventar”, se desejar sobreviver como instituição educacional, assim como esse sujeito
se adequar a essa nova realidade.
Sabendo-se que na era moderna, a escola atende à demanda do trabalho por meio
do currículo formando a mão-de-obra necessária para atender ao mercado e suas
necessidades, torna-se evidente que a reformulação curricular se faz necessária e
urgente. Hoje essa demanda não é da mesma mão-de-obra do passado, a configuração
atual exige cada vez mais aprendizagem dos indivíduos, os processos se tornam mais
seletivos e os requisitos mais altos.
As novas tecnologias estão presentes e chegaram produzindo um alvoroço que
pode ser explorado com um esforço conjunto em prol de estabelecer parâmetros que
tornem, juntamente com todas essas ferramentas virtuais, a sala de aula um espaço
dinâmico, virtual, e, principalmente crítico, científico e libertador, pois educar vai além
dos limites das instituições.
Os usos das novas tecnologias na educação vêm repercutindo a nível mundial,
justamente porque as ferramentas e mídias digitais oferecem à didática, objetos, espaços
e instrumentos capazes de renovar as situações de interação, expressão,
criação, comunicação, informação e colaboração, tanto dos professores como dos
alunos, possibilitando assim o desenvolvimento das competências cognitivas. A
releitura da nova sociedade global inserida nessas novas tecnologias carece de
criticidade em vista dos espaços e uso, muitas vezes, inadequados da virtualidade. É
devido a essa situação que a educação tem que participar, não somente com uma função
crítico-científico, mas também como elemento propulsor de mudança. Mudança esta
que também precisa ter a atenção redobrada como comenta Mário Sérgio Cortella, no
vídeo Política e Cidadania; pois precisamos parar, olhar e escutar o barulho das novas
tecnologias e seus impactos na educação e na sociedade em geral.
A educação é uma ferramenta de cidadania, de liberdade social, através dela e
com ela poderemos mudar o contexto educacional brasileiro e mundial e com isso garantir a
participação plena de todos, cabe lembrar Candau, Sacavino, Marandino e Maciel
(1995, p.14) “Educar para a cidadania é educar para uma democracia que dê provas de
sua credibilidade de intervenção na questão social e cultural”.
Essa excelência em competências e habilidades somente ocorre por meio de
uma educação de qualidade, por isso o desafio à educação está lançado, como lembrado
por Walfrido Neto (1995) não estamos aqui falando de profissionalização, mas de
qualificação assegurando muito mais que o exercício do trabalho. Se com o avanço
tecnológico e científico podemos conquistar novos horizontes, então temos com eles a
possibilidade da educação de apoderarmos deles e mudarmos nossas estratégias
pedagógicas para transformar e empoderar esse aluno.
Possibilitar esta interpretação de construção do ser, é o papel que a escola atual
deve ter, como aponta Nascimento (2011, p.325) acerca da necessidade que há de que a
escola "[...] alargue o seu olhar, que não esteja ligada somente na avaliação, na
frequência, nos conteúdos disciplinares, mas que olhe para projetos permanentes que
envolvam o mundo do aluno, da família e seus responsáveis."
Se a constituição social estiver pautada na normatização de princípios e regras
que garantam os direitos da pessoa humana, oportuniza-se o avanço para o prospecto de
cidadania que compreende o democratismo, ou seja, a real participação dos sujeitos
sociais, portanto, dos indivíduos enquanto cidadãos.
Vale, por conseguinte, ressaltar a questão do reconhecimento das necessidades
sociais coletivas, bem como da implementação de políticas públicas e sociais que
favorecem o cumprimento dos direitos humanos para uma sociedade na qual os
indivíduos têm na cidadania o seu princípio emancipatório, comentada por Zuhlan
(2014, p. 38-39):
"[...] a escola e seus atores necessitam pensar sobre essa realidade social repleta de fragilidades, que precisam ser expostas e refletidas, a fim de que se possam implantar projetos e programas que estendam pontes entre as milhares de ilhas egocêntricas, que permitam visualizar para além da geografia individual. Contudo, esse ideal só será alcançado quando todos os agentes pedagógicos (escolas, igrejas, ONGs, Estado, empresas privadas, movimentos sociais, entre outros) forem capazes de pensar em uma pedagogia para os direitos humanos. "
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CANDAU, Maria Vera; SACAVINO, Susana Beatriz; MARANDINO, Martha;
MACIEL, Andréa Gasparini. Tecendo a cidadania. Petrópolis, RJ: Vozes, 1995.
DEMO, Pedro. Desafios Modernos da Educação. Petrópolis: Vozes, 1993.
NETO, Walfrido Silvino dos Mares Guia. Educação para a cidadania. Comunicação
e Educação. São Paulo, 31: 18 a 25, mai./ago. 1995. Disponível em:
. Acesso
em: 21/11/2017.
NASCIMENTO, Ivany Pinto. A Pós-Modernidade: uma escuta sobre a nova cultura
da Aprendizagem na Escola. In: Cadernos de Educação. FaE/PPGE/UFPel, (38),
Janeiro/Abril 2011, pp. 315-333. Disponível em:
Acesso em: 21/11/2017. Política e Cidadania com Mário Sérgio Cortella. Disponível em:
Acesso em: 21/11/2017.
domingo, 5 de novembro de 2017
Renato Kraide
Soff ner*
* Doutor em
Educação pela UNICAMP. Pesquisador permanente do PPGE do UNISAL (Centro
Universitário Salesiano de São Paulo). E-mail: rksoff ner@uol.com.br
Resumo O
presente trabalho trata de revisão e atualização do tema tecnologias sociais do
ponto de vista educativo, sendo uma abordagem teórica que propõe futuras a atividades
práticas de implementação das ideias aqui discutidas, do ponto de vista de
educação para a práxis sociocomunitária, suportada pela tecnologia. Pretendemos
que este trabalho gere informação significativa para agentes educativos e
pesquisadores que queiram dar sequência à investigação do tema, e mesmo sua
aplicação. Apresentamos aqui referências avaliativas para ações educacionais
que possam ser desenvolvidas por agentes e centros comunitários, ONG’s
(organizações não governamentais), sindicatos, par dos políticos, igrejas e
educadores sociais, ações estas entendidas como práxis, onde a teoria afeta a
prática, num processo de crescimento da pessoa e da comunidade.
Palavras-chave Tecnologias sociais. Educação.
Práxis.
Tecnologias sociais e a educação para a práxis sociocomunitária
Renato Kraide Soff ner*
* Doutor em Educação pela UNICAMP.
Pesquisador permanente do PPGE do UNISAL (Centro Universitário Salesiano de São Paulo).
E-mail: rksoff ner@uol.com.br
* Doutor em Educação pela UNICAMP.
Pesquisador permanente do PPGE do UNISAL (Centro Universitário Salesiano de São Paulo).
E-mail: rksoff ner@uol.com.br
Resumo:
O presente trabalho trata de revisão e atualização do tema tecnologias sociais do ponto de vista educativo, sendo uma abordagem teórica que propõe futuras atividades práticas de implementação das ideias aqui discutidas, do ponto de vista de educação para a práxis sociocomunitária, suportada pela tecnologia. Pretendemos que este trabalho gere informação significava para agentes educa vos e pesquisadores que queiram dar sequência à investigação do tema, e mesmo sua aplicação. Apresentamos aqui referências avaliativas para ações educacionais que possam ser desenvolvidas por agentes e centros comunitários, ONG’s (organizações não governamentais), sindicatos, par dos políticos, igrejas e educadores sociais, ações estas entendidas como práxis, onde a teoria afeta a prática, num processo de crescimento da pessoa e da comunidade.
Palavras-chave Tecnologias sociais. Educação. Práxis.
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
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Renato Kraide Soff ner* * Doutor em Educação pela UNICAMP. Pesquisador permanente do PPGE do UNISAL (Centro Universitário Salesiano de São...
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